“Eu chorei porque precisava de colo, porque precisava te mostrar a minha fragilidade escondida no meu mau-humor.
“Falam sério quando te dizem que a vida continua, que ela segue, que o vento leva o que brisa traz, e que tudo, tudo mesmo, um dia acaba por bem ou por mal. Coisas boas se perdem com o tempo, momentos bons os quais um dia julgamos felizes, mas que na real, sempre soubemos que não existe um momento pra ser feliz que não seja sempre ou nunca; acabam. Pessoas divertidas e leais te deixam, e, deixam mesmo. Aquelas que já te ajudaram tanto, ou as que por não saberem bem o que dizer, e simplesmente faziam rir até sentir dores abdominais, vão embora também. Animais de estimação morrem, datas especiais são esquecidas, números, letras, lugares que te lembravam algo ou alguém são apagados da memória. As duas primeiras pessoas a quem mais amou na vida vão embora pra sempre. Os dois que te deram a vida, os dois quem te criaram, os dois que te moveram até aqui, querendo você ou não. Paixões de meses acabam em segundos, pseudo amores de anos tomam rumo diferente ao seu num estalar de dedos. A vida muda, passa, reage a tudo o que tu faz ou fez num piscar de olhos. É assim mesmo, e quando tu achar que trilhou, finalmente, um caminho bom pra se viver, no qual poderá manter o mesmo de sempre, uma causa simplesmente destrói com toda a facilidade e rapidez, o que tu demorou longa data e levou certo esforço pra alcançar. E aquela coisinha de se acostumar, sabe? Pois é, ela não existe. Existem, na verdade, pessoas que fingem aceitar a perda, mas nunca ninguém foi capaz de tê-la sem dor. E, ainda assim, vivendo em constante perda, já não sabendo de vivemos ou se simplesmente perdemos, acabamos por achar que em algum momento da vida iremos nos estabilizar e sermos finalmente felizes daquele jeitinho não só momentâneo, não apenas temporário, mas definido e seguro. Aí sim, tu já nem vive.. tu morre.
Se quiser saber como eu estou, basta ler meu tumblr.
(Fonte: agora-e-a-nossa-vez)